Ressurreição e esperança

Em Jesus Cristo recebemos a vida como resposta definitiva de Deus sobre o destino de toda a criação. O nosso futuro está aberto, e o fim da história do pecado e da graça tem um fim bom, já garantido e atingido pelo Jesus Cristo ressuscitado.

Os relatos da ressurreição são fonte de esperança para os seres humanos e para toda criação. Eles devem ser relidos a partir da nossa existência de fé hoje fomentando a esperança de vida eterna não mais ameaçada pela morte. Além disso, a ressurreição veio legitimar a pregação de Jesus e mostrar a possibilidade de sua realização já no presente embora não ainda totalmente realizado. Isso funda um novo modelo de vida para o qual as realidades futuras já se configuram no presente, enchem de um dinamismo novo os seres humanos de fé e lhe permitem viver com intensidade fiados na Vida Eterna.

A morte não é o fim do ser humano, mas o momento de redimensionalização da existência humana. A ressurreição acontece na morte. Depois da morte o ser humano entra num modo de ser que extrapola a dimensão espaço-temporal e passa para a realidade eterna de Deus. Assim não se pode dizer que esperamos a ressurreição no final dos tempos. Na eternidade não existe esse final dos tempos cronológico. Por isso a “espera” pela ressurreição final é uma representação equivocada ao modo de existir da eternidade. Não há no mundo dos mortos medida de tempo. Eles já se encontram no mundo da ressurreição. A ressurreição não se dá em “três dias” e nem no “último dia”, mas “hoje”. “Hoje estarás comigo no paraíso” diz Jesus àquele que foi crucificado ao seu lado e que também está morrendo (cf. Lc 23,23).

Ressuscitado Jesus, Deus apresenta a prova irrefutável de que ele mesmo ratificou e aprovou o projeto de “Reino de Deus” proposto por Jesus. E mais: a partir do momento que Deus ressuscita o seu Filho, o Pai mostra a todos que a morte não é o fim da história humana. Deus é contra a morte transformando-a em vida nova. Quem morre imediatamente ressuscita para uma nova vida em Cristo.

Carlos Cunha

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Arquivado em Reflexão teológica

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